Risos amortalhados
chocalham o cortejo fúnebre
e seguem, passo ante passo,
silenciosamente orando no vazio dos tempos e do espaço e do nada,
coraçõezinhos entre o coração
do morto amortalhado naquela caixinha de pinho.
São fragmentos!
são fragmentos que escorrem a espaços,
lágrima ante lágrima,
curiosas orações de dor cristalizada que assim já não é dor
mas nada
e tudo e dor e nada
mas são fragmentos
que choram mas que se não mostram
e que ao rirem entristecem
de estúpida Dor mortificada! –
que já não és dor que já nem és nada
E assim o amaste!...
Saúl Villalobos
Wednesday, March 14, 2007
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