o sangue espesso escorre para a fina areia
formando uma papa escura nesta praia que não é minha
o mar lambe-me os pés e eu alimento-o de lágrimas
esse sangue lusitano de uma pátria que não é minha
sou poeta soldado que pilho metro, sílaba e sintaxe
de uma língua traiçoeira que não é minha
desta ocidental praia saí num sangrar constante
infectado por um veneno lusitano chamado saudade
e de saudade marquei uma cicatriz na minha alma
por cada terra onde passei e me vi português
Saúl Villalobos
Wednesday, March 14, 2007
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
No comments:
Post a Comment