tenho sede de palavras
que me ajudem a destruir esta linguagem que já não é refúgio
a dinâmica da frase
a estrutura da estrofe colocação do verso
a semântica do léxico a fonologia do som
o desenho do poema na página
                        tudo se me apresenta
enfim o corpo da linguagem
                        opaco e cerrado no labirinto do Minotauro
                        sem fio de Ariadne que me indique o caminho
se o verbo é a arma
eu estou desarmado;
um Teseu perdido na ilha de Creta; ferido de morte.
Saúl Villalobos
Wednesday, March 14, 2007
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