sozinho a noite é mais sombria
e o mundo aperta-se pequenino
até onde alcança o olho turvo
o rumor negro e triste das águas
cerra-se à minha volta
turba de dedos sossegantes
o corpo pesado de chumbo flutua
e nas profundezas lúgubres
afunda-se em letárgica nostalgia
e as águas azuis de negro estão tão cheias de silêncio
(como numa sepultura)
Saúl Villalobos
Wednesday, March 14, 2007
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