páginas virulentas de uma necessidade autofágica
com uma poesia que se consome e se cria
o lodo verde na agitação do mar
punhos rebatem de espuma
limos e algas as coroas de Neptuno
punho inoclasta da palavra
rebate as ondas verdes de chuva
ácidas como a uva verde
encarniça assim as fúrias de Neptuno
ao costear as tuas lembranças, amor
ávidas de espesso, negro, doce sangue
Saúl Villalobos
Wednesday, March 14, 2007
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
No comments:
Post a Comment