Wednesday, March 14, 2007

12.

páginas virulentas de uma necessidade autofágica
com uma poesia que se consome e se cria

o lodo verde na agitação do mar
punhos rebatem de espuma
limos e algas as coroas de Neptuno

punho inoclasta da palavra
rebate as ondas verdes de chuva
ácidas como a uva verde

encarniça assim as fúrias de Neptuno
ao costear as tuas lembranças, amor
ávidas de espesso, negro, doce sangue

Saúl Villalobos

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