uma cortina de chuva é vertida sobre a terra
e nas vidraças há lágrimas molhadas às centenas
espermatozóides esvaziados no útero frio e infecundo do vidro
(eu nem seco nem molhado)
um raiar de luz trespassa as lágrimas
assim a chorarem na indiferença das vidraças
devotas beatas a carpir os males do mundo
(eu nem seco nem molhado)
no útero frio e infecundo vejo as lágrimas
ínfimas gotas nos vidros quebrados da História
e seriam estrelas se no escuro se fizesse luz
(eu nem seco nem molhado)
Saúl Villalobos
Wednesday, March 14, 2007
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