champanhe ouro a borbulhar
o esquecer é movimentos felinos de lascívia
luzes líquidas a verterem em corpos de escuridão
ouro a borbulhar. champanhe. pecado. divino. borboleta
As lagartas do tanque prensaram as borboletas
a neve branca agora manchada de um encarnado,
compota de morango
teus felinos movimentos de mentiras mentirosas
e a mulher-deusa dança no palco
esquecida das atrocidades na sua terra
dos cartuchos que jazem no chão
das cápsulas estilhaçadas das bombas
dos seus filhos esquálidos e famintos
e da neve tingida de compota de morango
aranhas chovem infinitas dos céus noivos de branco e cinza
para guerrearem de morte tirânicos gafanhotos que populam o cimento
e do dia de hoje nascerá uma nova humanidade de impalpável nevoeiro:
borboleta. divino. pecado. champanhe. ouro a borbulhar
Saúl Villalobos
Wednesday, March 14, 2007
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